Arte, Ritmo e Movimento

Projeto Semba


A Casa de Cultura Tainã convida tod@s amigos e parceir@as para a Exposição Semba do artista plástico e sambista Aluízio Jeremias, que será
inaugurada dia 12 de setembro, no Museu de Arte Contemporânea de Campinas , às 20: horas Grupo Urucungos Puítas e Quinjengues.
No Semba Aluízio retrata, através da sua pintura , cenas e personagens de sua própria história de vida, nos guetos e cortiços da cidade, espaços reservado
ao grande contingente negro pós abolição que, apesar de todas injustiças sofrida durante séculos e da ausência absoluta de qualquer política reparatória
ou responsabilidade do estado, resiste e mantem viva a identidade da cultura trazida das áfricas. E o Semba pulsa vivo e produz a alegria dos excluídos e
o menino observa da janela do cortiço, com olhar atento a cada detalhe e registra na memória toda riqueza da sua história.
Hoje, aos 72 anos Aluízio revela, através do Semba, uma história de Campinas que jamais foi observada por nenhum historiador visto que, esta história é
contada por quem vivenciou e observou de dentro a saga dos mais de 14.000 escravos (cerca de 57% da população) libertos e abandonados à própria
sorte na terra dos barões do café.

Projeto SEMBA

 

Projeto Cultural
Identificação Artes Visuais
Projeto SEMBA
Executor: Aluízio Jeremias
Proponente / Curador: Antônio Carlos  (TC) Santos Silva

A proposta é produzir 40 quadros recentes (todos na medida 40 x 60 cm) com a temática do SEMBA – origens do samba campineiro. Com esta produção,
realizar uma exposição em 4 espaços da cidade de Campinas (2 espaços públicos na região central e 2 espaços comunitários da região noroeste da cidade).
Após estas 4 exposições, oferecer esta exposição para escolas públicas da cidade como proposta de tematização da cultura negra em Campinas, no
período final de execução do projeto, coincidindo com o mês da consciência negra. Esta proposta contempla, também, a realização de uma oficina de
história do samba campineiro a ser realizada em um espaço comunitário da região noroeste de Campinas.
A identidade do negro campineiro está fortemente ligada à história do samba nesta cidade que foi das últimas a libertar os escravizados. Sendo
historicamente marcada por importantes movimentos culturais de resistência negra, desde o século XIX e ao longo do século XX, a comunidade negra de
Campinas produziu uma cultura em torno do samba com características peculiares, com personagens marcantes e singulares cuja imagem vem sendo
apagada da memória das novas gerações por um fenômeno duplo: a morte dos detentores desta história oral e o não registro ou o apagamento dos
registros existentes desta época.
A produção artística desta história é uma das maneiras de buscar assegurar as lembranças desse processo culturalmente rico que se encontra nas raízes
da identidade negra campineira da atualidade.
O senhor Aluízio Jeremias, conhecido como seu Aluízio, é protagonista de boa parte desta história, testemunha ocular de outra parte, sambista e
carnavalesco histórico da cidade e artista reconhecido pela qualidade de sua expressividade plástica e musical, assim sendo, é o artista campineiro mais
indicado para contar e pintar esta história. Nenhum outro acumula a mesma combinação de qualidades e requisitos para este projeto.
Seu Aluízio foi passista e carnavalesco da GRES Estrela D’Alva e fundou a GCRES Rosa de Prata, da qual foi presidente, carnavalesco, compositor entre
outras funções. Foi também comentarista de carnaval, na Rádio Central, por dois anos. Como artista plástico, realizou mais de vinte exposições
individuais, além de diversas coletivas. Reconhecido por seu trabalho em defesa da cultura e identidade negra na cidade, foi agraciado pela Câmara
Municipal de Campinas com o Diploma de Mérito Zumbi dos Palmares em 2000.
As exposições se destinam ao público geral, à comunidade negra, em particular, aos interessados em cultura negra, sambistas e apreciadores de samba. As
exposições itinerantes escolares se destinam a alunos do ensino fundamental sendo material voltado para o ensino de história da cultura negra e da cidade
de Campinas, de artes plásticas e de música. A oficina será oferecida para o público em geral, interessado em experimentação artística nos campos das
artes plásticas, especialmente na temática do samba.