Semba
Aluízio Jeremias é sambista e artista plástico. Mais do que isso, este senhor de 72 anos é a memória viva de um tempo em que Campinas começava a se urbanizar e o Cambuí era um bairro negro. Foi no cortiço Porteira Preta, localizado em uma fazenda desativada, que o menino cresceu entre a pobreza e o samba. Fundador e presidente de honra da escola Rosa de Prata, uma das mais tradicionais do carnaval campineiro, Jeremias é o sambista vivo mais importante da cidade. Apesar das privações na infância e na adolescência, educou-se com os discos de jazz e de música erudita que a mãe, uma cearense analfabeta, trazia de São Paulo. Pintor naïf, seu ateliê é a casa onde mora, na Vila Castelo Branco. Em suas telas passeiam personagens do universo afro-brasileiro, sambistas, passistas, baianas, orixás.


